Norte Região de Oiapoque

Tudo sobre Oiapoque

Guia completo, dados e turismo em Amapá.

População (2022)
27.482
PIB Total
R$ 528,92 Mi
Per Capita
R$ 19.246,02
Área (km²)
22.625,100
IDH / Bioma
Amazônia
📅

Quando ir

junho a setembro

Durante esses meses, o clima é mais ameno e as chuvas são menos frequentes, proporcionando melhores condições para atividades ao ar livre e passeios.

🛡️

Segurança

Oiapoque é considerada uma cidade tranquila, mas como qualquer local, recomenda-se atenção e cuidados habituais.

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Custo Médio

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Bem-vindo a Oiapoque, a porta de entrada para a Amazônia Brasileira! Situada no extremo norte do Amapá, Oiapoque é um município rico em história e cultura, rodeado pela beleza exuberante da floresta amazônica. Com uma população de aproximadamente 27.482 habitantes, a cidade é o lar de diversas tradições e uma biodiversidade incomparável. Aqui, você poderá explorar a natureza intocada, conhecer a cultura local e desfrutar de uma experiência única.

Principais Atrações

Cachoeira Gran Roche

Uma das belezas naturais mais impressionantes da região, onde o Rio Oiapoque encontra a grande cachoeira, oferecendo um espetáculo de água e natureza.

Museu Municipal de Oiapoque

O museu abriga artefatos históricos e culturais da região, promovendo a história e as tradições do povo oiapoquense.

Praia do Oiapoque

Uma bela praia fluvial onde os visitantes podem relaxar, nadar e aproveitar o sol, além de apreciar a vista do rio que faz fronteira com a Guiana Francesa.

Dúvidas Comuns

? Qual é a melhor forma de chegar a Oiapoque?

Você pode chegar de avião, carro ou barco. A cidade tem acesso rodoviário a partir de Macapá, além de voos diretos para o aeroporto local.

? Quais atividades ao ar livre são oferecidas em Oiapoque?

Em Oiapoque, você pode realizar trilhas na floresta, passeios de barco pelos rios, observação de aves e visitar as cachoeiras.

Como Chegar

✈️

Aeroporto de Oiapoque

SBOI

Endereço:

Endereço: Rod. BR-156, s/n
Telefone: (0xx96)521-1423

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Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

O Município de Oiapoque foi criado pela Lei no 7.578, em 23 de maio de 1945, está localizado ao norte do estado (Meso Região Norte), a 590 km da Capital Macapá, e se liga a esta por via aérea, rodoviária e marítima. Com três distritos: Oiapoque, Clevelândia e Vila Velha. Limita-se com os municípios: Oiapoque, Calçoene, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Laranjal do Jari e Guiana Francesa.

Quem nasce em Oiapoque é oiapoquense (gentílico).

Histórico: O termo Oiapoque, origina-se da língua Tupi (oyap oca), que significa "Casa dos Oiampis" ou "casa dos guerreiros ou parentes". Existem algumas versões que Vicente Yanez Pinzon, ultrapassou a monhanha D’Argent, subiu o Rio Oiapoque até defrontar-se com a cachoeira Gran Roche, antes mesmo de Pedro Álvares Cabral avistar o Monte Pacoval. O que leva a crer ser a razão do rio ficar por muito tempo conhecido como Vicente Yanez Pinzon.

O lugar onde é hoje a Cidade de Oiapoque, era uma aldeia (cabanas) dos índios Oiampis, que após debandarem em direção a Serra do Tumucumaque, foram construídas e ocupadas por creolos guinenses e antilhanos, que a denominaram de Martinica, devido o líder dessa possessão ser francês. Que depois conforme sugestão do Marechal Cândido Mariano Rondon, passou a ser chamada de "Vila do Espírito Santo". E só em 23 de maio de 1945, foi criado o município como o nome definitivo de Oiapoque.

A Cidade de Oiapoque é banhada pelo rio de mesmo nome, que flui em direção nordeste do município e deságua no Oceano Atlântico, próximo ao Cabo Orange. Separa o Amapá da Guiana Francesa.

É uma região de fronteira internacional e estadual, e onde encontram-se as maiores tribos indígenas do Estado, dentre as quais os Karipuna (aldeias do Manga), Galibi do Oiapoque, Galibi do Kumarum~e os Palikur, na aldeia de Kumenê, no Rio Urucauá. O Prefeito João Neves é índio galibi e os vereadores Ramos dos Santos e Coaraci Gabriel, mbos descendentes de Karipuna, representam a população indígena no Executivo e Legislativo.

Oiapoque é a cidade mais bem policiada do Brasil: com Polícia Civil, Militar e Federal, e ainda nas proximidades a 5 km em Clevelândia, a Companhia Especial de Fronteira.

Hoje com a globalização, é inevitável o intercâmbio em curto prazo do Amapá com Caiena, Paramaribo (ex-Guiana Holandesa), e Georgetow (ex-Guiana Inglesa, tanto por via rodoviário como aérea e a cidade de Oiapoque.

Da Cidade de Oiapoque para chegar até Saint Georges (São Jorge), utiliza-se o transporte de catraia (voadeira), que chegam em 10 ou 15 minutos, dependendo da potência do motor. Onde os oiapoquenses frequentemente vão fazer compras, em virtude das vantagens quanto ao preço e qualidade dos produtos, principalmente dos eletrodomésticos, além dos uísques, vinhos, perfumes, etc.

Economia: Sua economia no Setor Primário está concentrada na criação de gado bovino, bubalino e suíno; e na cultura de mandioca (farinha), laranja, milho, cana-de-açúcar e outros.

No Setor Secundário utiliza-se da extração de ouro, do artesanato, incluindo-se a fabricação de luxuosas jóias de ouro, possui também a cassiterita, macassita e pedras preciosas, além de algumas serraria e padarias. O município também já está exportando cacau beneficiado, através da Associação Agro-Extrativista do Cassiporé, para a França.

No Setor Terciário possui um pequeno comércio (mercearias) que é beneficiado pelo intecâmbio existente com Saint Georges (São Jorge) e com a Vila de Clevelândia, a 5 km da cidade, possui restaurantes, bares e algumas boates.

Atração Turística: Como opções turísticas, apresentam-se basicamente os rios parasidíacos de Oiapoque, Uaçá e Cassiporé, dos lagos Muruani e Cabo Orange; passeio à Serra de Tumucumaque e Monte Cajari e as aldeias indígenas.

Também é muito interessante de se ver o Turé - dança indígena celebrada por todos os povos indígenas da região do Uaçá e Curipi. É uma dança que relaciona ao mundo mágico e entidades sobrenaturais do índio. É realizado por ocasião dos trabalhos agrícolas, entre os meses de setembro e novembro. Tem por finalidade reunir os povos indígenas para esses trabalhos agrícolas, que são feitos em forma de mutirão.

Eventos Culturais: Comemora-se em agosto (15/08) a festa de Nossa Senhora das Graças, padroeira da cidade, com missa, arraial e procissão. No mês de outubro, festeja-se a padroeira de Clevelândia do Norte, Nossa Senhora de Nazaré. E em outubro também se festeja na cidade, com arraial na capela do santo. Além das festas juninas, em junho, com quadrilhas que possuem muita criatividade e imaginação.

Fonte: SOUZA, Manoel Dorandins Costa de. A Evolução Política, Demográfica e Sócio-Econômica do Amapá. Coordenação do Curso de História. Universidade Federal do Amapá. Macapá/AP, 1995. 101 p. (trabalho de conclusão de curso)

Autor do Histórico: JOEL LIMA DA SILVA