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Sul • Região de Bento Gonçalves

Tudo sobre Garibaldi

Guia completo, dados e turismo em Rio Grande do Sul.

Acontecendo agoraNa agenda de RS

Ainda dá tempo de viver esse encontro.

42ª Feira do Livro de Caxias do Sul

a 18 de out · Caxias do Sul / RS

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Datas da edição cadastrada. Confira a programação antes de ir.Explorar a agenda →
Conheça o destino

Retrato do município

População estimada (2026)

35.563

Habitantes

PIB Total (2023)

R$ 3,57 Bi

Per capita (2023)R$ 103.842,78

Área (km² · 2025)

168,492

Quilômetros quadrados

Bioma

Mata Atlântica

Ambiente natural

Indicadores: IBGE. Cada valor apresenta seu ano de referência. Área territorial: IBGE 2025.

Conheça a região

Turismo e serviços locais

Garibaldi faz parte da região turística Uva e Vinho, conforme o Mapa do Turismo Brasileiro.

Explore outros municípios dessa região:

Prestadores na base do Cadastur

  • 16Agências de turismoSegundo Trimestre 2026
  • 11Meios de hospedagemSegundo Trimestre de 2026
  • 12Restaurantes, cafeterias e baresSegundo Trimestre 2026

Retrato dos cadastros na edição indicada. Os totais não abrangem todos os estabelecimentos da cidade e não confirmam funcionamento ou validade atual. Fonte: Ministério do Turismo — Cadastur.

O DESTINO CERTO, NA SUA ÉPOCA

Quando visitar Garibaldi

Estações marcadas, cultura e paisagens.

MELHOR ÉPOCA · PELO TIPO DE EXPERIÊNCIA

Uma época para considerar: 11/2026

Para quem quer participar de Garibaldi Vintage, confira as datas e os detalhes na agenda abaixo. A indicação é pelo evento, não pelo clima.

Destaque da agenda local · Referência de planejamento

Outubro 2026Mês atual

OUTRAS POSSIBILIDADES

Cultura e sabores locais

Fora do período em destaque, explore os sabores e a cultura local. Consulte o guia do município e confirme quais atrações estarão abertas nas suas datas.

QUANDO REPENSAR O ROTEIRO

O que considerar antes de ir

Para atividades ao ar livre, confira as condições locais antes de sair.

Novembro 2026Planeje com antecedência

PERÍODO EM DESTAQUE

Cultura e sabores locais

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DATAS QUE VIRAM VIAGENS

Aqui e nos arredores

Ilustração por IA do eventoGaribaldi VintageGaribaldi · RS06/11 – 06/11/2026 ↗

Dezembro 2026Planeje com antecedência

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Janeiro 2027Planeje com antecedência

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Fevereiro 2027Planeje com antecedência

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Março 2027Planeje com antecedência

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Abril 2027Planeje com antecedência

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Maio 2027Planeje com antecedência

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Junho 2027Planeje com antecedência

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Julho 2027Planeje com antecedência

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Agosto 2027Planeje com antecedência

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Setembro 2027Planeje com antecedência

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Planejamento sazonal, não previsão do tempo. Frentes frias e chuva podem ocorrer ao longo do ano. Serra e litoral têm condições distintas; acompanhe alertas locais. Eventos se referem às datas da edição cadastrada; confirme a programação antes de reservar.

Consulte previsão e avisos · Clima no Guia do Brasil · Agenda da cidade

DATAS QUE VIRAM VIAGENS

Na agenda de Garibaldi

Experiências na cidade e nos arredores para os próximos 30 dias.

Ilustração por IA de Festival do Moscatel e do Espumante
Ilustração gerada por IA

Em breve aqui

Festival do Moscatel e do Espumante

Garibaldi · RS · 31/10 a 31/10/2026

O Festival do Moscatel e do Espumante celebra a tradição vitivinícola de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, com degustações e contato com a produção das vinícolas locais. A experiência reúne gastronomia de chefs da cidade e música ao vivo.

Conferido em 05/10/2026. Confirme a programação com a organização.

Todos os eventos de Garibaldi →
🛡️

Segurança

Garibaldi é uma cidade tranquila, com baixos índices de criminalidade, proporcionando segurança aos visitantes.

💸

Custo Médio

💰💰💰💰💰

Garibaldi, localizada na Serra Gaúcha do Rio Grande do Sul, é um charmosa cidade conhecida por sua rica história e suas vinícolas, cercada pela beleza da Mata Atlântica. Com uma população de aproximadamente 34.335 habitantes, Garibaldi oferece um ambiente acolhedor e uma cultura vibrante.

Principais Atrações

Vale dos Vinhedos

Uma das principais rotas do vinho no Brasil, com inúmeras vinícolas que oferecem degustações e tours.

Igreja Matriz de Garibaldi

Uma bela igreja de arquitetura neogótica, símbolo do patrimônio histórico e cultural da cidade.

Museu do Vinho

Museu dedicado à História da viticultura na região, com exposições interativas e acervos históricos.

Dúvidas Comuns

? Quais atividades posso fazer em Garibaldi?

Você pode visitar vinícolas, conhecer a histórica Igreja Matriz e explorar o Museu do Vinho.

? Garibaldi possui eventos durante o ano?

Sim, destaque para a Festa Nacional da Uva que acontece em março, atraindo muitos visitantes.

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Como Chegar

✈️

Aeroporto de Garibaldi

SSGA

Endereço: Endereço: Rua Júlio de Castilho, 254 Telefone: (0xx54)462-1456

Ver no Mapa →
Onde ficar Hospedagens em Garibaldi Consulte hotéis, pousadas, campings, hostels, chalés e spas cadastrados. Ver opções →

Seu destino, na prática

Explore Garibaldi

Encontre lugares para comer, ficar, cuidar de você e do seu pet. Explore as opções cadastradas na cidade.

Restaurantes

39 no diretório · algumas opções abaixo

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Lanchonetes e cafés

38 no diretório · algumas opções abaixo

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Bares

12 no diretório · algumas opções abaixo

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Hospedagens

7 no diretório · algumas opções abaixo

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Agências e passeios

8 no diretório · algumas opções abaixo

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Beleza e Cuidados

24 no diretório · algumas opções abaixo

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Cantinho dos Pets

47 no diretório · algumas opções abaixo

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Economia e Empresas

Vai abrir um negócio ou quer verificar a legalidade de uma empresa em Garibaldi?

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

GARIBALDI RIO GRANDE DO SUL Monografia - n.º 517 Ano: 1972 ASPECTOS HlSTÓRlCOS O Município, o mais meridional da zona serrana tem sua evolução histórica vinculada às correntes migratórias que em fins do século passado atingiram a região. Em Decreto de 24 de maio de 1870, o Presidente da Província do Rio Grande, Dr. João Sertório, no intuito de povoar o planalto serrano, criou as colônias de Conde d’Eu e Dona Isabel, que mais tarde constituiriam os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves.

O Major José Maria da Fontoura Palmeiro foi incumbido de realizar a medição oficial das terras, até então devolutas. Como diretor-geral das referidas colônias, o capitão João Jacinto Ferreira foi nomeado em 1874. As colônias de Conde d’Eu e Dona Isabel pertenciam ao território de São João de Montenegro, elevado à categoria de Municipio em 5 de maio de 1873. Nos começos de 1875, chegava a Conde d’Eu uma leva de imigrantes, cerca de 40 casais ou famílias suíço-francesas, que se instalaram nos lotes situados na Estrada Geral.

Formou-se assim o primeiro núcleo colonizador, destacando-se as famílias de João Jurdissi, Francisco Bouvier, João Dachery, João Blange, Luís Antônio Menetrier, Déchamps, Chevalier, Srasin, Sussie, Calixte, José Grandeau, Buvê, Aleixo Girand, Francisco Gotteland, Chapa, Fragnon e diversas outras. Convém notar que, antes dos suíços, vários brasileiros haviam se fixado no local. Por não se adaptarem ao meio, emigraram para outras plagas, assim como os estrangeiros. O precursor dos moradores brasileiros de Conde d’Eu foi João Carlos Rodrigues da Cunha.

A primeira família italiana que teve acesso à colônia foi a de Cirilo Zamboni. Em 1876, chegaram 700 imigrantes italianos oriundos do Tirol austríaco, acompanhados pelo jovem e zeloso sacerdote Pé Bartolomeu Tiecher. A história guarda carinhosa lembrança de João Batista Tamanini, Batista Tomasi, Fortunato Amadeu Manica, Jorge Srott João Batista Nicolodi, Pedro Weber, Leopoldo Mafei, Carlos Miorando, Arcadio Consatti, Batista Camini Felipe Turatti e Osvaldo Consatti, dentre outros.

Esses fixaram-se na linha Figueira de Mello, ao passo que foram instalar-se na linha Estrada-Geral: Manuel Peterlongo, Pedro Palaver, José Lora Francisco Rosa, Camilo Lorenzi, Luís Senter, Luís Casacurta, José Sciecere, Luís Fonin, Jacó Faraon, Arcàngelo Faraon, Luís Faraon, Antônio Segue e muitos outros. Para a colônia Dona Isabel foram Henrique Enriconi, David Manica, Valduga, Escer, Gasperetti, Fontana, Giacomoni e Decarli.

Ainda em 1876, chegaram algumas famílias polonesa s, que bem depressa se entrosaram com os elementos latinos, merecendo especial destaque os nomes de Paulo Ciarnowski, João Cabowiski e Sbeguen. Esse excelente potencial humano viria a ser um dos fatores preponderantes do enriquecimento e progresso do Município. Iniciada, em 1879, a construção da importante rodovia Buarque de Macedo, conbe ao Dr. Joaquím Rodrigues Antunes, chefe da Comissão de Terras, a honra de ultimar os trabalhos.

A estrada atravessava as colônias Conde d’Eu e Dona Isabel, ligando os campos de Lagoa Vermelha e Vacaria a São João de Montenegro. Ao tempo em que os imigrantes chegaram a Conde d’Eu, a região era domínio dos aborígenes que aos poncos se foram retirando para outras plagas ainda não devassadas. Contribuiu para isso a abertura da estrada que, de Maratá, no MUNICÍPlO de Montenegro, iria até os campos de Lagoa Vermelha.

Tão logo foi concluída a rodovia, construiu-se espaçoso barracão na sede da colônia, destinado a pouso de tropeiros, em suas longas jornadas. O local recebeu a denominação de Galpão. Em 24 de abril de 1884, a colônia de Conde d’Eu constituiu-se em freguesia, desmembrada da de Estrela, dois anos depois, a 1.° de setembro, era erigida a primeira capela. O progresso da colônia foi se fazendo sentir em todos os setores, o que determinaria sua emancipação em 1900.

Recebeu o nome de Garibaldi, em homenagem ao célebre caudilho, herói de dois continentes, que tomou parte ativa na unificação italiana e foi ainda um dos mais vigorosos paladinos da Revolução Farroupilha.

Entre outros fatos ocorridos no Município cabe mencionar ainda a chegada, em 1896, dos missionários Capuchinhos, que fundaram, dois anos depois, a escola seráfica para a formação de frades brasileiros; a vinda dos Irmãos Maristas e a fundação, em 1904, da escola de Santo Antônio; a inauguração, em 1908, da estação de Carlos Barbosa (linha férrea Caxias-Porto Alegre) e do trecho ferroviário Carlos Barbosa-Garibaldi, em 1918. Em 1923, o Município foi atingido pelos conflitos que lavraram no Estado.

Garibaldi hoje figura entre os municípios mais prósperos do Rio Grande do Sul. A despeito da maioria dos habitantes ser descendente de estrangeiros, especialmente de italianos, a assimilação é perfeita e a população concorre, pelo seu esforço e amor à terra, para o engrandecimento do Rio Grande do Sul. Formação Administrativa O Distrito foi criado em 26 de abril de 1884, por Lei provincial n.° 1.455.

Em 31 de outubro de 1900 o Decreto estadual n.° 327 constituiu o Município, com a denominação de Garibaldi , sede na antiga Colônia Conde d’Eu e território desmembrado do de Bento Gonçalves. A instalação verificou-se a 25 de novembro do mesmo ano. Em 26 de novembro de 1900, Ato municipal número 1 confirmava a criação do distrito de GariIbaldi. Este, com os de Floriano Peixoto e Carlos Barbosa, constituíam o Município de Garibaldi, segundo divisão administrativa de 1911.

Por ocasião do Recenseamento de 1920, observava-se a existência de novo distrito, o de Ipiranga, e tal composição se manteve até 1939, com a ressalva única de que o distrito de Ipiranga assumia o topônimo de Daltro Filho. Há dúvida quanto à alteração toponimica, ora atribuída ao Decreto estadual n.° 7.842, de 30 de junho de 1939, ora ao de n.° 7.199, de 31 de março de 1938.

Na divisão territorial fixada pelo Decreto-lei estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, Garibaldi continua com os mesmos distritos, mas o de Floriano Peixoto passa a denominar-se Coronel Pilar.

Outras modificações sofreu posteriormente o Município: a Lei municipal n.° 511, de 20 de n.º novembro de 1958, cria o distrito de São Marcos, com partes de terras desmembradas de Garibaldi e Daltro Filho, a Lei estadual n.° 3.831, de 25 de setembro de 1959, eleva a município o distrito de Carlos Barbosa, é criado o distrito de Vinte e Sete da Boa Vista, com território desmembrado dos distritos de Daltro Filho e São Marcos, por Lei municipal n.° 617, de 4 de fevereiro de 1960; segue-se o de Garibaldina, desmembrado do distrito-sede, por Lei municipal n.º 639, de 8 de julho de 1960; finalmente, a Lei municipal n.° 913, de 29 de abril de 1966, mudou o topônimo do distrito de São Marcos que passou a chamar-se Marcorama.

Assim, é a seguinte composição do Municipio: Garibaldi (sede), Garibaldina, Coronel Pilar, Daltro Filho, Vinte e Sete da Boa Vista e Marcorama. De Acordo com os quadros de divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 e 1937, e o anexo ao Decreto estadual n.° 7.199, de 31 de março de 1938, o Município constituía um dos termos judiciários da Comarca de Bento Gonçalves .

Essa situação permaneceu inalterada, como se depreende das divisões territoriais para 1939-43 (Decretos estaduais números 7.643 de 28 de dezembro de 1938 e 7.842, de 30 de iunio de 1939), e para 1945-48 (Decreto-lei estadual n.o 720, de 29 de dezembro de 1944), ate 5 de dezembro de 1964, quando o Ato n.° 274/64, determinou a instalação da Comarca.

É esta de 1.ª entrância, com jurisdição sobre os municípios de Garibaldi e Carlos Barbosa.¹ Garibaldi, Terra do Champanha Quando chegaram a Garibaldi trazendo como hábito a viticultura, os imigrantes italianos talvez não tivessem a idéia do efeito que esta contribuição teria sobre a história do Município. Hoje Garibaldi é conhecida como a capital nacional do champanha, sendo o maior produtor da bebida no Brasil. A cada estourar é celebrado o trabalho de obstinados, que a cada ano perseguem o ciclo das uvas.

Esse trabalho tem como pioneira a família Peterlongo, que em 1913 elaborou o primeiro champanha brasileiro, em Garibaldi. Durante quatro décadas, o Brasil conheceu um único champanha elaborado aqui. Produzido desde 1913, por uma família de italianos que chegaram do Tirol, o champanha Peterlongo conquistou definitivamente o mercado brasileiro a partir de 1930. Esta foi a bebida servida pelo Presidente Getúlio Vargas na ocasião da visita da Rainha Elizabeth e seus convidados ao Brasil.

Hoje o pioneirismo da Peterlongo na elaboração do champanha nacional, continua sendo registrado na preocupação com a qualidade do produto. O gosto da França na mesa do Brasil Engenheiro e agrimensor, Manoel Peterlongo vindo com sua família de Trento, no Tirol italiano, além de ajudar a fazer o traçado da cidade de Garibaldi, produziu o primeiro champanha do Brasil.

O produto, obtido por meio de sábias misturas de vinhos de qualidades complementares e submetidas a uma fermentação em garrafas era o sonho maior do técnico, que desejava produzir em Garibaldi um vinho que tivesse a mesma qualidade daquele que estava habituado a beber na Europa.

O sonho de Peterlongo começou a criar suas próprias raízes em 1913, quando o homem que traçou os primeiros rumos da industrialização do Município, utilizando-se de um processo natural de fermentação (champenoise), criado pelo abade francês Don Pérignon, onde o vinho-base era colocado nas garrafas, juntamente com a adição de licor de tirage e leveduras selecionadas, produziu o primeiro champanha brasileiro.

No mesmo ano, a qualidade do novo produto já era reconhecida publicamente, ao ganhar a Medalha de Ouro na Exposição de Uvas, na qual foi gravado: "Bendita a terra a que este sangue aquece". Com o falecimento de Manoel, em 1924, o comando da Casa Peterlongo passou para o filho Armando, que ampliou o estabelecimento, de acordo com o melhor padrão europeu, com uma cantina de 10.000m2, com túneis em granito.

Ele preparou a empresa para o salto que viria depois: a modesta organização de trabalho baseada na participação comunitária da família se transformaria numa grande empresa, conquistando o mercado nacional, a partir de 1930.

A crise econômica da década de 30 invibializou a produção artesanal e, por causa do alto custo operacional e comercial, o Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo adotou o processo charmat, onde o vinho-base era levado a fermentar a uma temperatura de 13º a 15ºC, em recipiente de aço inox com capacidade de 5 a 10 mil litros, sendo que no ano de 1942 realizava a primeira exportação do produto (Magazine Macy’s de Nova Iorque).² Fonte: ¹IBGE ²PREFEITURA MUNICIPAL DE GARIBALDI - RS