Sul Região de Bagé

Tudo sobre Bagé

Guia completo, dados e turismo em Rio Grande do Sul.

População (2022)
117.938
PIB Total
R$ 3,75 Bi
Per Capita
R$ 31.782,88
Área (km²)
4.095,600
IDH / Bioma
Pampa
📅

Quando ir

Setembro

O tempo é mais ameno e há diversas festividades culturais que atraem visitantes, como a Semana Farroupilha.

🛡️

Segurança

Bagé é considerada uma cidade segura, com baixos índices de criminalidade em comparação a grandes centros urbanos.

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Custo Médio

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Bagé, localizada no coração do Rio Grande do Sul, é uma cidade rica em história e cultura, com uma população de aproximadamente 117.938 habitantes. O município se destaca por suas raízes no bioma Pampa e por sua conexão histórica com as guerras de demarcação entre Espanha e Portugal, que moldaram a região.

Principais Atrações

Museu Oswaldo Aranha

Um museu dedicado à vida e obra de Oswaldo Aranha, um importante político brasileiro. O local abriga exposições que mostram a história regional e nacional.

Castelo de Bagé

Uma das mais emblemáticas construções da cidade, o Castelo de Bagé é um castelo neogótico que remete à história colonial e militar da região.

Parque do Gaúcho

Um espaço de lazer que celebra a cultura e tradições gaúchas, com áreas verdes, lagos e espaço para eventos folclóricos.

Dúvidas Comuns

? Qual é a melhor forma de chegar em Bagé?

Bagé é acessível por rodovias e possui estrada de ferro que conecta a outras regiões do estado. O aeroporto mais próximo é o de Bagé, que opera voos regionais.

? Quais são as opções de hospedagem na cidade?

Bagé conta com diversas opções de hospedagem, incluindo hotéis, pousadas e hostels que atendem diferentes orçamentos.

Como Chegar

🚌

Terminal Rodoviário

Rodoviária de Bagé
Endereço: Rua Dr. Freitas, 150
Telefone:(0xx53)3242-9090

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✈️

Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer

BGX/SBBG

Endereço:

Endereço: Rua 14 Bis, s/n
Telefone: (0xx53)3242-7702

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✈️

Aeroclube de Bagé

BGX/SSCE
Ver no Mapa →
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Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

BAGÉ RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 022 Ano: 1960

ASPECTOS HISTÓRICOS

Em 1752 Espanha e Portugal resolveram demarcar divisas entre as possessões de um e de outro reino. As forças hispânicas e portuguesas incumbidas dessa missão, ao atingirem a Fazenda de São Miguel (hoje, Município de Bagé), foram detidas pelo índio Sepe Tiaraju, em nome do lendário Império Guaranítico. Na defesa de São Miguel encontrava-se o índio Ibagé, cujo nome se transmitiu à região, originando-se daí o topônimo Bagé O Império indígena foi aniquilado, todavia, três anos depois, pelos exércitos espanhol e português, comandados pelos generais Ardonagui e Gomes Freire de Andrade.

Em 1763 a Espanha revogou o Tratado de Madri e iniciou a invasão das possessões portuguesas, conquistando, logo de início, a Colônia de Sacramento (no atual Uruguai). Em breve, o Rio Grande foi outra vez palco de guerra, invadido por um contingente de 5 mil castelhanos (vindos para a conquista do "Continente do Rio Grande de São Pedro"). Em 1773, por ordem de D. Juan José de Vertiz y Salcedo, construiu-se, para alojar as tropas espanholas, o Forte da Virgem Mártir Santa Tecla em São Miguel (a aproximadamente 7 quilômetros da atual Cidade de Bagé ). Durou três anos a ocupação militar castelhana do território sul-rio-grandense, na faixa compreendida entre o sul do Jacuí e a Lagoa dos Patos. Com a derrota sofrida em 1776 - a tomada do Forte de Santa Tecla pelas tropas de Pinto Bandeira, depois de 27 dias de luta tenaz - viram-se os espanhóis, para continuar a resistência, compelidos a adotar a tática de guerrilhas.

Só foram definitivamente expulsos das Missões em 1801. Naquele ano, Portugal, agredido pela Espanha, entrou em guerra com este país. A luta, deflagrada entre os dois povos na Europa, propagou­-se, no mesmo ano ao Rio Grande do Sul, onde forças brasileiras reconquistaram, em rápida ação, o território das Missões, que permanecerá, daí por diante na posse definitiva do Brasil. O território conquistado foi dividido em sesmarias, sendo beneficiados os oficiais e praças que se distinguiram na luta.

Por essa época, D. João VI resolveu apoderar-se dos Vice-Reinados sul-americanos. Para tal fim, concentrou forças poderosas no sul do Império, sob o comando de Dom Diogo de Sousa. Este, a 11 de junho de 1811, iniciou a marcha sobre Montevideo, não antes de fundar Bagé e nomear um comandante para o distrito. No ano seguinte, construiu-se a primeira capela, sob a invocação de São Sebastião, elevada à categoria de freguesia durante o mesmo ano. Progredindo sempre, a freguesia de Bagé foi declarada curato em 1814 e paróquia em 1846. Em 1850, era criada em Bagé uma segunda paróquia: Nossa Senhora da Conceição. A terceira paróquia Bageense, Nossa Senhora Auxiliadora, surgiu sete decênios depois, em 1919.

Durante a Campanha Cisplatina (1825 1828), a povoação, ocupada por duas vezes pelo exército argentino-uruguaio, sofreu danos de vulto e teve o seu templo destruído. Também durante a Revolução Farroupilha, Bagé esteve envolvida nos acontecimentos, tendo sido dominada pelos revolucionários. Em território Bageense travou-se o combate de Seival, em 10 de setembro de 1836, graças ao qual os insurretos proclamaram a República Rio-grandense.

No território Bageense (em Poncho Verde) anunciou-se, também, em 1845, o fim da Revolução Farroupilha, encerrando-se um período de dez anos de lutas fratricidas.

Formação Administrativa

Na data da criação, Bagé pertencia ao então vastíssimo município de Rio Pardo, sendo dele desmembrado e anexado ao de Piratini, desde a criação deste em 1830. Em 1846, criou-se a Freguesia e o Município de Bagé No mesmo ano, o povoado de Bagé era elevado à categoria de vila; em 1859, transformava-se em cidade.

De acordo com a divisão administrativa vigente em 31 de dezembro de 1958, o Município de Bagé compõe-se de 5 distritos: Bagé, Aceguá, Hulha Negra, José Otávio e Seival. Bagé foi Comarca pela Lei Provincial nº 423, de 22 de dezembro de 1858, com dois termos. Bagé e Santana do Livramento. Antes, pertencera como termo à comarca de Caçapava (hoje, Caçapava do Sul), na vigência da Lei Provincial nº 185, de 22 de outubro de 1850.

Pela Lei Provincial nº 779, de 25 de outubro de 1872, perdeu a comarca de Bagé o termo de Santana do Livramento, passando a constituir-se apenas do termo do mesmo nome. Nos primórdios do Período Republicano, o Decreto Estadual nº 17, de 27 de fevereiro de 1892. veio confirmar a comarca, na constituição e nos limites vigentes desde 1872.

Pelo Decreto Estadual n.º 37, de 31 de dezembro de 1892, foi-lhe anexado o termo de Dom Pedrito e, mais tarde, pelo Decreto Estadual n.º 1 524, de 29 de setembro de 1909, também o termo de Cacimbinhas (depois, Pinheiro Machado).

Os quadros de divisão territorial, de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, e o quadro anexo ao Decreto Estadual n.º 7.199 de 31 de março de 1938, dividiram a Comarca em apenas dois termos: Bagé e Pinheiro Machado. Pelo Decreto Estadual n.º 7.643, de 28 de dezembro de 1938, a comarca de Bagé perdeu para a de Pinheiro Machado, criada pelo mesmo Decreto, o termo desse nome, voltando a constituir-se apenas de um único termo, o do mesmo nome. Na divisão territorial do Estado, em voga no qüinqüênio 1939/43 (estabelecido por esse último Decreto e confirmado pelo de n.º 7.842, de 30 de junho de 1939), compreende, a Comarca. apenas, o termo de Bagé. A mesma situação prevalece na divisão territorial do Estado, fixada pelo Decreto Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, para vigorar no quadriênio 1945/48. Posteriormente, pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.008, de 2 de abril de 1950, Bagé foi criada Comarca de 2 ª entrância. O mesmo ato legislativo anexou-lhe o termo de Lavras do Sul. Finalmente, pela Lei Estadual n.º 3.119, de 14 de fevereiro de 1957. Bagé era elevada a Comarca de 3.ª entrância.

Fonte: IBGE