Sudeste Região de Rio de Janeiro

Tudo sobre São Gonçalo

Guia completo, dados e turismo em Rio de Janeiro.

População (2022)
896.744
PIB Total
R$ 20,32 Bi
Per Capita
R$ 22.665,20
Área (km²)
247,700
IDH / Bioma
Mata Atlântica
📅

Quando ir

Abril

O clima é ameno, ideal para passeios ao ar livre e visita aos pontos turísticos.

🛡️

Segurança

Relativamente seguro, com áreas mais tranquilas e algumas que demandam a atenção do visitante.

💸

Custo Médio

💰💰💰💰💰

Descubra São Gonçalo, uma vibrante cidade situada no estado do Rio de Janeiro, com uma rica história que remonta à época dos Tamoios e dos jesuítas. A cidade é um excelente destino para quem busca cultura, natureza e gastronomia.

Principais Atrações

Igreja de São Gonçalo do Amarante

Uma das mais antigas igrejas da região, construída em 1646, com rica história e arquitetura colonial.

Parque Municipal Fazenda da Restinga

Uma área verde que preserva a biodiversidade da Mata Atlântica e oferece trilhas e espaços para lazer.

Praça do Rodo

Um ponto central de convivência, com feiras de artesanato e comida típicas, ideal para conhecer a cultura local.

Dúvidas Comuns

? Qual é a principal atividade econômica de São Gonçalo?

A cidade tem base na agricultura, com destaque na cultura da cana-de-açúcar, além do comércio e serviços.

? É fácil se locomover na cidade?

Sim, São Gonçalo conta com várias opções de transporte público e acesso fácil a Niterói e ao Rio de Janeiro.

📈

Economia e Empresas

Vai abrir um negócio ou quer verificar a legalidade de uma empresa em São Gonçalo?

Ver Empresas Ativas
📜

História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

São Gonçalo

Rio de Janeiro - RJ

Histórico

O território do atual Município de São Gonçalo, primitivamente ocupado pelos Tamoios, fez parte da Capitania de São Vicente e mais tarde da do Rio de Janeiro. Sua história está intimamente ligada à da Vila Real da Praia Grande (Niterói).

O devassamento da região, segundo vários autores, ter-se-ia verificado em fins do século XVI; a ocupação efetiva do território, no entanto, só se verificou na primeira metade do século XVII, quando os jesuítas ali chegaram, fixando-se longe do litoral, na zona atualmente conhecida por Colubandê e nas margens dos rios Cabuçu e Imboaçu.

Concedida uma sesmaria, na margem esquerda do rio Guaxindiba, a Gonçalo Gonçalves, este mandou edificar uma igreja, sob a invocação de São Gonçalo; data a paróquia de 1646 ou 1647. A partir da concessão do paroquiato, a localidade entrou em fase de progresso, baseando sua economia na agricultura, particularmente na cultura da cana-de-açúcar.

Posteriormente, visando à facilidade de comunicações foi a sede da Paróquia de São Gonçalo transferida das margens do Guaxindiba para as do Imboaçu, o que veio, ainda mais, contribuir para o seu desenvolvimento. Antônio Lopes Siqueira para isso cooperou doando terras para aumento do cemitério, construção de casas em frente à igreja, e formação do primeiro núcleo urbano.

Por essa época, incorporou-se o café à economia gonçalense. O bispo D. José Joaquim Justiniano forneceu aos padres Couto e João Lopes, residentes em Resende e São Gonçalo, as primeiras sementes da rubiácea. De São Gonçalo o café espalhou-se por todo o interior do Estado do Rio de Janeiro, pela Bahia e, anos mais tarde, pelo Espírito Santo. A iniciativa do padre João Lopes garantiu à freguesia a liderança no cultivo da maior riqueza do Brasil-Império. Atualmente, embora destinadas a suprir somente o consumo interno, existem pequenas plantações, remanescentes das primeiras culturas.

O intercâmbio econômico com os centros mais populosos foi, nos primeiros tempos, dificultado pela morosidade dos transportes entre os centros produtores e as regiões centrais e o litoral. O aproveitamento dos rios, entretanto, facilitou em grande parte o comércio importador e exportador, e ainda antes da República, providências foram tomadas no sentido da abertura de rodovias, visando-se ao engrandecimento da região. Mais tarde, quando o desenvolvimento agrícola e industrial veio a exigir maior capacidade de escoamento para a produção local, tiveram inicio as construções ferroviárias. A inauguração dos ramais da Estrada de Ferro Cantagalo - hoje Leopoldina e da Estrada de Ferro Maricá concorreram decisivamente para o progresso de toda a Baixada Fluminense.

A proximidade da Capital da Província dificultou a emancipação de São Gonçalo, não obstante a posição de destaque que ostentava já em meados do século XIX. Só em 1890 se desligou de Niterói, tornando-se Município. Mesmo assim, vários fatores continuaram a influir em contrário à nova situação, do que resultou a supressão do Município, dois anos depois. Com tal decisão não concordaram os habitantes, os quais, poucos meses após, viram coroada de êxito a campanha reivindicadora.

Gentílico: gonçalense

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de São Gonçalo, por alvará de 10-02-1646 ou 1647, no município de Niterói.

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Gonçalo, pelo decreto estadual nº 124, de 22-09-1890, desmembrado de Niterói. Constituído do distrito Sede.

Pelas leis estaduais nº 752, de 15-10-1906 e nº 1232, de 18-01-1915, a vila de São Gonçalo adquiriu do município de Niterói o distrito de Ipiiba, ex-São Sebastião do Itaipu.

Pelas leis estaduais nº 791, de 05-09-1907 e nº 1807, de 15-01-1924, o distrito de Ipiiba volta a denominar-se São Sebastião do Itaipu.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila aparece constituída 3 distritos: São Gonçalo, Cordeiros e Itaipu.

Pela lei nº 1679, de 20 de dezembro de 1920, é criado o distrito de Neves e anexado ao município de São Gonçalo. Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de São Gonçalo, pela lei estadual n° 1.797, de 20-11-1922, e lei estadual n° 2.335, de 27 de dezembro de 1929.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: São Gonçalo, Cordeiros, Neves e Sebastião do Itaipu.

Assim permanecendo em divisões terrritoriais datadas de 31-Xll-1936 e 31-Xll-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 392-A, de 31-03-1938, o distrito de São Sebastião do Itaipu passou a denominar-se Itaipu.

Pelo decreto-lei estadual nº 641, de 15-12-1938, são criados os distritos de Monjolo Sete Pontes e anexado ao município de São Gonçalo e o distrito de Cordeiros passou a denominar-se José Mariano.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: São Gonçalo, Itaipu ex-São Sebastião do Itaipu , José Mariano ex-Cordeiros, Monjolo, Neves e Sete Pontes.

Pelo decreto-lei estadual nº 1055, de 31-12-1943, transfere o distrito de Itaipu do município de São Gonçalo para o de Niterói.

Pelo dcreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de José Mariano passou a denominar-se Ipiiba.

Em divisào territorial datada de 1-Vll-1960, o município é constituído de 5 distritos: São Gonçalo, Ipiiba ex-José Mariano, Monjolo, Neves e Sete Pontes.

Em "Síntese" de 31-Xll-1994, o município é constituído de 5 distritos: São Gonçalo, Ipiiba, Monjolo, Neves e Sete Pontes.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE