Sudeste Região de Santa Fé do Sul

Tudo sobre Santa Clara d’Oeste

Guia completo, dados e turismo em São Paulo.

População (2022)
2.598
PIB Total
R$ 96,78 Mi
Per Capita
R$ 37.252,89
Área (km²)
183,400
IDH / Bioma
Mata Atlântica
📅

Quando ir

Julho

O clima é mais ameno, ideal para atividades ao ar livre e festivais locais.

🛡️

Segurança

A cidade é considerada tranquila, com baixo índice de crimes e um ambiente acolhedor.

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Custo Médio

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Santa Clara d'Oeste é uma encantadora cidade localizada no interior de São Paulo, cercada pela rica natureza da Mata Atlântica. Com uma população de aproximadamente 2.598 habitantes, a cidade se destaca por sua história ligada à agricultura e ao povoamento de terras férteis. Fundada em 1948, Santa Clara d'Oeste carrega a tradição dos primeiros colonizadores que desbravaram a região em busca de um futuro promissor. Venha explorar essa joia escondida e descubra o que ela tem a oferecer!

Principais Atrações

Igreja Matriz de Santa Clara

Uma das principais atrações, a Igreja Matriz é um exemplo da arquitetura local e um espaço de reflexão.

Córrego do Contra

Um local natural perfeito para piqueniques e relaxamento em meio à natureza exuberante da Mata Atlântica.

Fazenda Ponte Pensa

Histórica e simbólica para a fundação da cidade, oferece visitas guiadas onde é possível aprender sobre a colonização da região.

Dúvidas Comuns

? Qual é a melhor época para visitar Santa Clara d'Oeste?

A melhor época é em julho, quando o clima é mais ameno e há eventos e festivais locais.

? Quais são as opções de hospedagem na cidade?

Santa Clara d'Oeste possui pousadas aconchegantes e algumas opções de camping para os amantes da natureza.

📈

Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

A região onde hoje se encontra a cidade de Santa Clara D?oeste foi das primeiras a ser povoada quando do loteamento da antiga Fazenda Ponte Pensa, em 1948, pela CAIC.

Tão logo se iniciou a venda de pequenos sítios lá pelas bandas do córrego do Contra, Joaquim Rosemiro, João Pereira de Almeida e José Cabral embrenharam-se na mataria em busca de terra onde fosse fértil o cultivo e mais fácil a vida. Pouco se lhes importava a esses pioneiros, se a região guardava ainda todo o mistério primitivo; se as onças, as cabras, lá tinham o seu império. Mais valia a eles, a feracidade de uma terra exuberante e inexplorada.

Com erectos troncos e eriçados sapés, alinham, nas terras em que se afazendaram, as primeiras choupanas, derrubam a matéria e iniciam o labor agrícola. A terra generosa retribui a faína enobrecedora: surgem as colheitas.

Em 1949 outras famílias bandeiam-se para a região do Contra: Alcino Facincani, João Gaspareto, Vicente Panucci... Depois, vieram Jerônimo Marques Sobrinho, Odélio Horácio Neto, Antônio Vieira, Albino Costa, Albino Caldeirani e outros.

Estava decretada a colonização total. Giocondo Giovani Gazotto e seu filho Gemy Luiz Gazotto, perceberam que o núcleo rural que se formara com tanto entusiasmo, necessitava de um apoio urbano. Decidiram, então, lotear um sítio que possuíam no Córrego do Contra, para lá fundar uma cidade. O nome escolhido: o de Santa Clara, em homenagem à filha dileta do fundador.

A 21 de março de 1951, José da Graça Veiga Calson ? Zé da Graça ? como é sobejamente conhecido esse místico bandeirante da alta araraquarense, inicia a povoação: a cruz de Cristo, num tosco madeiro, é levantada solenemente, sob o entusiasmo de todos, e padre Armando Geste, celebra a primeira missa, invocando a proteção da padroeira da nova cidade.

Já por ocasião da primeira missa, Zé da Graça havia construído a primeira casa de pau-a-pique ? evidentemente onde instalara a venda, centro de onde irradiava toda a vida comunal que então surgia. Era lá que Germano Logatho ? o sanfoneiro do lugar ? cavaqueava com os irmãos Nogueira, violeiros que promoviam os primeiros bailes. Na venda que Zé da Graça construira e que Vicente Panucci montara, é que os engraçados Virgílio e Bocano, eméritos bebedores de cachaça, divertiam os circunstantes.

A vila progredia. Inúmeras famílias para lá se transferiram: eram agricultores de poucas posses, comerciantes que se iniciavam nas lides. Surgiu a necessidade de escola. O prefeito de Jales, Dr. Pedro Nogueira, que então jurisdicionava sobre toda vasta região, cria a escola municipal e designa para ministrar aulas aos primeiros habitantes de Santa Clara D?oeste, donas Helena Mascarenhas e Ana Fernandes.

Por volta de 1953, dois anos após a fundação da vila, Santa Fé do Sul lutava titânicamente para elevar-se a município. Para tanto necessitava mostrar sua potência. Zé da Graça, que exercia as funções de vereador junto a Câmara Municipal de Jales, tem a iniciativa de criar o Distrito de Santa Clara D?oeste: faz o levantamento estatístico, peticiona em nome dos eleitores residentes no território que pretendia elevar-se a Distrito, e junto ao deputado Francisco Vieira realiza o trabalho de fazer com que a Assembléia Legislativa se interessasse pelo assunto. A Lei n° 2456, de 30 de dezembro de 1953, mandamentou essa vontade inicial de José da Graça.

Criado-se o Distrito, instala-se a seguir o Cartório do Registro Civil.

Depois, o então Distrito passou por uma fase crítica de conseqüências extraordinárias: a Fazenda São João do Bosque, de propriedade de José Carvalho Diniz, começou a ser colonizada. A colonização, contudo, foi irracional. Retirantes nordestinos eram trazidos para cá e jogados na enorme fazenda, sem qualquer assistência. Por abrigo, tinham eles as árvores frondosas que deviam ser derrubadas; por alimento, o macaúba, coco que empanzina, mas não nutre; por proteção, somente Deus. A fome foi tanta, a miséria foi tal, o sofrimento foi tão veemente que em um ano povoou-se todo o cemitério com corpos de criança que faleceram de inanição. Tal episódio que denigre a história de Santa Clara D?oeste, por culpa exclusiva de um latifundiário insensível, deu causa ao mais grave problema social que atingiu a região. A fome foi apelidada de subversão e ao invés de alimento ao lavrador faminto deu-se-lhe polícia e cadeia. É o culto das tradições...

O município de Santa Clara D?oeste foi criado pela Lei qüinqüenal n° 8092, de 28 de fevereiro de 1964. Para sua criação muito contribuíram o prefeito de Santa Fé do Sul, Thomaz Monte Vicente e os santa-clarenses, Jerônimo Marques Sobrinho, Alcino Facincani e Benedito Oswaldo Boldino, então vereadores do distrito e Manoel Martins, dinâmico comerciante radicado na cidade.

Após realizada a primeira eleição municipal, em ato solene, instalou-se em 21 de março de 1965 a novel comuna, sendo dado posse a seu primeiro prefeito, Sr. Jerônimo Marques Sobrinho, e Vice-Prefeito o Sr. Antonio Facincani. O corpo legislativo ficou assim constituído: Alcino Facincani, Antonio Rondina, Belmiro Acácio de Lima, Antonio Bordini, Nelson Stagliano, Luís Costa, Emídio Paes de Almeida, Benedito Pereira dos Santos e Jesus Rodrigues Correia.

Localização: O município está localizado no extremo noroeste do estado de São Paulo a 640Km da capital paulista, na mesorregião de São José do Rio Preto e microrregião de Jales. Limita-se ao norte com Carneirinho - MG (com o Rio Grande entre ambos), ao sul com Santa Fé do Sul e Rubinéia, ao leste com Santa Rita D?oeste e ao oeste com Aparecida do Tabuado ? MS (com o rio Paraná entre ambos). Sua área é de 183,4Km² e seu clima é tropical úmido com inverno seco. Sua sede situa-se a 20°08?41?de latitude sul e 50°49?52? de longitude WGr e sua altitude é de aproximadamente 401 metros.

Hidrografia: Rio Grande e Rio Paraná.

Turismo e eventos:

Com o represamento do rio Paraná e a conseqüente formação do lago da Ilha Solteria, abriram-se excelentes perspectivas turísticas para o município. Às margens do Lago foram construídos dezenas de ranchos.

Cachoeirinha: Distante 5Km da sede municipal, situada no ribeirão Cã-cã, encontra-se uma queda natural de água, denominada de Cachoeirinha. Junto ao local foi construído pela municipalidade, uma praia artificial, que atrai muitos turistas.

Festas populares:

Aniversário da cidade: Comemorado a 8 de setembro (dia da padroeira ? Santa Clara).

Fonte:

Autor do Histórico: BENEVALDO JULIO CARDOSO