Sudeste Região de Januária

Tudo sobre Januária

Guia completo, dados e turismo em Minas Gerais.

População (2022)
65.150
PIB Total
R$ 824,60 Mi
Per Capita
R$ 12.656,93
Área (km²)
6.661,700
IDH / Bioma
Cerrado Caatinga
📅

Quando ir

Setembro

As temperaturas são amenas e as festas locais são bastante animadas, atraindo visitantes de diversas regiões.

🛡️

Segurança

Januária é considerada uma cidade tranquila, com taxas de criminalidade relativamente baixas, ideal para turistas.

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Custo Médio

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Januária, situada no coração de Minas Gerais, é uma cidade rica em história e natureza. Com uma população de aproximadamente 65.150 habitantes, a cidade traz em seu contexto o bioma Cerrado Caatinga, proporcionando paisagens únicas e uma rica biodiversidade. A história de Januária está ligada ao movimento de ocupação do interior, com seus primeiros habitantes sendo os criadores de gado que começaram a explorar o vale do São Francisco. A cidade é um destino que combina cultura, beleza natural e um legado histórico fascinante.

Principais Atrações

Igreja Matriz de São Sebastião

Uma das construções históricas mais importantes de Januária, a Igreja Matriz é um belo exemplo da arquitetura colonial e é um ponto central da vida local.

Cânions do São Francisco

Um espetáculo da natureza, os cânions oferecem trilhas e passeios de barco com vistas deslumbrantes do Rio São Francisco.

Museu de Januária

O museu apresenta a história local, com peças que vão desde o período pré-colonial até os dias atuais, destacando a cultura e as tradições do povo mineiro.

Dúvidas Comuns

? Qual é a melhor época para visitar Januária?

Setembro é considerado o melhor mês para visitar devido ao clima ameno e as festividades locais.

? Januária é uma cidade segura para turistas?

Sim, Januária é uma cidade tranquila e recebe turistas de forma acolhedora e segura.

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Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

JANUÁRIA MINAS GERAIS Monografia - n.º 148 Ano: 1958

ASPECTOS HISTÓRICOS

ANTES que a expansão paulista, na época do ouro, se conjugasse baiana e pernambucana, já os obscuros criadores de gado do leste superior e do nordeste, na sua marcha lenta mas incontida, plantavam currais no vale do São Francisco mineiro e de seus numerosos afluentes. O "rush" da mineração, quando vagas humanas de várias procedências convergiram para as Minas Gerais, apressou, incontestàvelmente, a ocupação do interior.

Longa é a lista das bandeiras e entradas que devassaram a região.

Fugindo à ação da justiça real, Borba Gato, após o atentado em que perdeu a vida o fidalgo espanhol D. Rodrigo de Castelo Branco, atinge, nas suas correrias pelos sertões, a região são­franciscana. Algumas de suas pousadas transformam-se, com o tempo, em núcleos de futuras cidades. Em seguida ao descobrimento das terras de São Simão, o bandeirante chega, com os seus homens, ao atual Brejo do Amparo, fundando uma aldeia no sítio onde hoje se ergue a igreja de Nossa Senhora do Amparo.

Vencida a tenaz resistência dos índios Caiapós, o povoado, que mais tarde foi denominado São João das Missões, transferiu-se, com o correr dos anos, para a beira do São Francisco. Assim, aos poucos, surgiu Januária.

Reza a história que, do casamento da índia Catarina com um dos antigos expedicionários, teriam surgido as primeiras famílias da região.

Pretende-se que a denominação do Município tenha representado, na época, homenagem à princesa imperial D. Januária, à maneira do que se verificou com outras localidades mineiras: Mariana e Leopoldina. Entretanto, a tradição popular liga a origem do topônimo ao nome de uma preta velha residente à beira-rio e por todos respeitada. O fato é que, quando o local em que ela residia ainda se chamava Pôrto do Salgado e o Brejo do Amparo era a sede do Município, os negociantes encarregavam-na de cuidar das mercadorias negociadas. Era, então, corrente a expressão: "Vai à casa da Januária", daí, por simplificação, ter-se-ia originado a denominação atual.

A produção da cana-de-açúcar, cereais, algodão e mamona, bem como a existência do pôrto fluvial, determinaram, desde cedo, intensa atividade comercial na região, fator favorável ao desenvolvimento do Município.

A criação do distrito deve-se à Resolução Régia de 2 de janeiro de 1811. O Município foi criado, com sede na povoação de Brejo do Amparo, pela Resolução de 30 de junho de 1833. Segundo outra fonte, o referido Município, instituído em 20 dos mesmos mês e ano, teria por sede, entretanto, o povoado de Pôrto do Salgado.

Por longo tempo o Município teve sua sede constantemente mudada. Assim, a Lei provincial n° 54, de 9 de abril de 1836, localizou-a no povoado de Amparo do Brejo, que, consoante outros dados, teria a designação de Brejo do Salgado, ou ainda arraial de Nossa Senhora do Amparo do Brejo do Salgado, voltando, em face da Lei provincial n° 279, de 11 de abril de 1845, a situar-se em Pôrto do Salgado. Levada daí para Brejo do Amparo, em virtude da Lei provincial n° 472, de 31 de maio de 1850, retornou a Pôrto do Salgado, em razão da de n° 654, de 17 de junho de 1853.

Formação Administrativa

A Lei provincial n° 1 093, de 7 de outubro de 1860, concedeu foros de cidade à sede do Município, a qual, pelo disposto na Lei provincial n° 1 814, de 30 de setembro de 1871, novamente voltou a situar-se em Brejo do Amparo.

Todavia, o Município que, por efeito da Lei provincial n.° 3.194, de 13 de setembro de 1884, passou a chamar-se Januária, teve sua sede revertida a pôrto do Salgado, em cumprimento à de n° 3.297, de 27 de agôsto de 1885.

A Lei n° 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito de Januária.

Segundo a divisão administrativa do País, vigente a 1.° de janeiro de 1958, o Município é composto de 8 distritos: Januária, Brejo do Amparo, Cônego Marinho, Itacarambi, Levinópolis, Missões, Pedras de Maria da Cruz e Riacho da Cruz.

Fonte: IBGE