Sul Região de Campo Mourão

Tudo sobre Araruna

Guia completo, dados e turismo em Paraná.

População (2022)
14.485
PIB Total
R$ 547,39 Mi
Per Capita
R$ 37.789,78
Área (km²)
493,200
IDH / Bioma
Mata Atlântica
📅

Quando ir

Maio

O mês de maio oferece um clima agradável e é uma época com baixa probabilidade de chuvas, ideal para explorar a natureza e realizar atividades ao ar livre.

🛡️

Segurança

Araruna é considerada uma cidade tranquila, com baixo índice de criminalidade, oferecendo segurança para seus visitantes.

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Custo Médio

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Araruna é uma encantadora cidade localizada no estado do Paraná, Brasil, com uma população de 14.485 habitantes. Situada em uma região rica em História e biodiversidade, Araruna é parte do bioma da Mata Atlântica e possui um passado fascinante que remonta a tempos de colonização e das famosas reduções jesuíticas. Aqui, você poderá explorar belezas naturais, cultura e tradições locais que fazem da cidade um destino turístico único.

Principais Atrações

Caminho de Peabiru

Uma antiga via de comunicação que remonta ao período pré-colombiano, sendo um dos principais traços históricos da região, com belas paisagens e um rico patrimônio cultural.

Praça da Liberdade

O coração da cidade, ideal para caminhadas e convivência, cercada por árvores e com espaço para eventos culturais.

Reserva Natural da Mata Atlântica

Uma área de preservação com trilhas que permitem a observação da flora e fauna locais, perfeita para ecoturismo e atividades ao ar livre.

Dúvidas Comuns

? Quais são as opções de hospedagem em Araruna?

Araruna oferece diversas opções de hospedagem, incluindo pousadas e hotéis com preços variados para atender todos os tipos de visitantes.

? Há opções de transporte público na cidade?

Sim, Araruna possui linhas de ônibus que conectam a cidade a municípios vizinhos, facilitando a locomoção para os visitantes.

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Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

Araruna Paraná – PR

Histórico

Até o ano de 1947, quando foi fundado o Município de Campo Mourão, a região do noroeste do Paraná era formada pelos Municípios de Guarapuava e Pitanga, com o povoamento de Campo Mourão, iniciado muitos anos antes de sua elevação a município, e a colonização de uma das maiores e mais ricas regiões da hinterlândia paranaense. Peabiru foi a segunda comunidade a ser criada na zona do noroeste, por desmembramento de Campo Mourão.

A região, apesar de ser conhecida pelos espanhóis, logo após o descobrimento do Brasil, onde os Padres Jesuítas fundaram e mantiveram, por muitos anos, as célebres "reduções", era ainda quase totalmente desconhecida, servindo de habitat aos aborígenes, principalmente da grande tribo Caigangue, de que ainda existem alguns remanescentes.

Primitivamente foi Araruna conhecida pela denominação do Caminho de Peabiru que, segundo Romário Martins, era uma via de comunicação pré-colombiana a se estender por mais de duzentas léguas, da costa de São Vicente ao Rio Paraná, atravessando os Rios Tibagi, Ivaí e Piquiri, por onde os povos indígenas se comunicavam com o mar e com as regiões mais distantes do ocidente. Os Bandeirantes utilizavam-se do caminho de Peabiru em todas as direções da linha tronco e dos seus ramais. As viagens eram feitas pelo itinerário de São Vicente, Piratininga, Sorocaba, Botucatu, Tibagi, Ivaí e Piquiri, ou, ainda, pelo Tietê, atravessando o Paranapanema, nas proximidades da foz do Pirapó, subindo pela margem deste em direção ao Rio Ivaí até Campo Mourão. Por esse caminho transitaram, no século XVI, numerosas pessoas e expedições. Cabeza de Vaca e seus séquito militar, em 1541, passou por ali, quando em viagem para Assunção, no Paraguai. Em 1549, Johan Ferdinando, vindo de Assunção com destino a Santa Catarina, também seguiu o mesmo roteiro. Os companheiros de Hans Staden, em 1551, cruzaram o caminho de Peabiru; Ullrich Schimidel, em 1553, vindo do Paraguai para São Vicente o Padre Leonardo Nunes, Pedro Correia, João de Souza, Juan Salazar e Espinosa, Cipriano de Goes e Ruy Diaz Melgarejo, este último, governador de Vila Rica do Espírito Santo, cidade fundada pelos espanhóis em pleno sertão do Planalto Oeste do Paraná, pouco depois do descobrimento do Brasil, e muitos outros, atravessaram o território paranaense, pelo antigo Caminho de Peabiru. Citem-se, ainda, Diogo Nunes, na sua viagem ao Paraguai e ao Peru, Braz Cubas e Luiz Martins, que em 1562 vararam trezentas léguas de sertão. Tudo isso antes ou pouco depois de haver Tomé de Souza mandado obstruir, em 1552, o caminho que, da costa de Santa Catarina, ai atingir o Rio da Prata e que era um dos ramos da linha tronco de Peabiru.

Após a entrada dos Jesuítas no território de Guaíra, o Caminho de Peabiru foi dado como sendo percorrido por São Tomé, na sua peregrinação através da América, motivo porque passou a denominar-se Caminho de São Tomé. À margem desse caminho histórico, na região em que outrora se constutuiu o território imenso e desconhecido da província paraguaia de Guaíra, nos altiplanos do sertão paranaense, próximo às ruínas das ex-cidades espanholas conhecidas pelas denominações de Vila Rica do Espírito Santo e Ciudad Real del Guaira, destruídas no século XVII pelos bandeirantes paulistas, surgiu um pequeno povoado, que deu origem à atual cidade de Araruna. Naquela época já existia o Município de Peabiru, desmembrado de Campo Mourão, e Araruna formou-se em pleno território comunal de Peabiru, de onde seria desmembrado mais tarde, para se transformar em Município Autônomo.

Clasio Felipe Rodrigues (1923), Hipólito Myeskollske (1940), Antonio Rangon (1940), Umbelina Maria de Jesus (1940), Elena Riba Wonsik (1941), Zoraido Cazarin (1942), Angelino e Pedrinha Tonette (1942), Isidora Primão(1942), Vivina Casarin Maiolli (1943), Luíza Casarin de Oliveira (1944), Paulo Toledo, João Antonio Rodrigues, João Ribeiro, Ernesto Martins Tavare, João Martins Tavares, Sebastião Inácio Faria, José Maria de Faria, Joaquim Emídio de Faria, Amélio Manoel da Silva, Izidoro Pintro (1948), Carlos Pereira de Lima (1949), Iraci Alves (1950), Luiz Antonio Rosa (1950), Alberto Toigo (1951), Antonio de Souza Pereira (1951), Lau Badocco (1951), Abelardo Montenegro (1952), Etelvina Camargo (1952), Francisco Feitosa dos Santos (1953), Thereza Guarido Ryal Zawadzki (1956), foram os primeiros habitantes da localidade. Estes pioneiros, acompanhados das suas respectivas famílias, se instalaram à margem da Estrada da Boiadeira que conduzia para o Pôrto São José e para o Estado de Mato Grosso, e que era um caminho vicinal da antiga, história e pequena Estrada de São Tomé.

Estabeleceram-se no alto de uma colina, iniciando, imediatamente, a derrubada da floresta, para a cultura dos cereais próprios da região.

Observando a Inspetoria de Terras, do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado, que o povoado estava progredindo e que devia ter sua obra de urbanização coadjuvada pelo poder público, resolveu incluir no seu plano de urbanização das cidades do interior a nascente povoação de Araruna, cuja denominação foi dada pelo Sr. Sady Silva, funcionário daquele Departamento, em 1951.

Já no ano seguinte a cidade apresentava grande progresso. Colonos procedentes de diversas Unidade da Federação, como, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, etc., começaram a chegar ali, através de Guarapuava, Pitanga, Maringá e Campo Mourão, aumentando, extraordinariamente, as suas atividades. Iniciou-se a cultura do Café, do Algodão, do Arroz e de todos os produtos agrícolas propícios ao clima local, em alta escala.

Em 1952 a cidade contava com uma população estimada em 2000 habitantes e a zona rural, 16000 pessoas.

Gentílico:ararunense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Araruna, pela lei estadual nº 790, de 14-11-­1951, com terras desmembrados dos municípios de Campo Mourão e Foz do Iguaçu, passando a pertencer ao novo município de Peabiru.

Elevado à categoria de município com a denominação de Araruna, pela lei estadual nº 253, de 26-11-1954, desmembrado de Peabiru. Sede no antigo distrito de Araruna. Constituído do distrito sede. Instalado em 09-11-1955.

Pela lei municipal nº 12, de 24-04-1955, é criado o distrito de Cianorte e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e Cianorte.

Pela lei estadual nº 2412, de 13-07-1955, desmembra do município de Araruna o distrito de Cianorte. Elevado à categoria de município.

Pela lei municipal nº 6, de 17-03-1956, é criado o distrito de São Vicente e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e São Vicente.

Pela lei municipal nº 113, de 25-10-1962, é criado o distrito de Nova Brasília (ex­quilômetro 42) e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Araruna, Nova Brasília e São Vicente.

Pelo ofício nº 1760, de 19-06-1980, da Dege, o distrito de Nova Brasília foi extinto em decorrência da lei estadual nº 4683, de 23-01-1963, que criou o distrito de São Vicente.

Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e São Vicente.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Fonte: IBGE